Se você está buscando uma alternativa à API do Projudi, já deve ter percebido que ela não existe: não encontramos, em nenhuma instância do Projudi, uma API REST pública e documentada. A resposta rápida: as alternativas reais são (1) a API de consulta do DJEN, onde saem as intimações de todos os tribunais com Projudi, (2) o MNI, com credenciais concedidas pelo tribunal, (3) APIs comerciais que cobrem esses tribunais e (4) a sua própria API jurídica, desenhada em torno do processo e não do sistema, que é a opção que dá independência.
Este texto trata da escolha. A lista detalhada de tribunais, o cronograma do TJPR e os exemplos de consulta estão no guia técnico da API Projudi.
Por que as pessoas procuram uma alternativa à API do Projudi
- Cada tribunal tem o seu Projudi: O Projudi nasceu no CNJ e foi adotado e customizado por vários Tribunais de Justiça. Em setembro de 2026 confirmamos o uso no TJPR, TJGO, TJBA (juizados especiais), TJAM e TJRR, cada um com instância e regras próprias.
- Sem API pública documentada: O que existe para integração é o MNI, com regras de acesso e credenciais definidas por tribunal. O TJGO, por exemplo, mantém uma página sobre acesso automatizado por sistemas externos no portal de transparência.
- O TJPR está saindo do Projudi: O TJPR implanta o eproc em nove fases, de abril de 2026 a janeiro de 2027. Processos novos vão para o eproc e os antigos ficam no Projudi até serem migrados. Qualquer integração que dependa das telas do Projudi do Paraná tem prazo de validade.
- Outros tribunais também mudam: O TJBA aprovou a migração para o eproc, por etapas, inclusive nos juizados; o TJMA migrou do Projudi para o PJe em 2021; o TJAM, ao contrário, concluiu a migração do SAJ para o Projudi.
- Consulta pública não é API: Ela é feita para uso humano e pode ter captcha e exigir login para documentos. Contornar essas barreiras viola as regras de uso.
- Custo das APIs pagas: Agregadores cobrem o Projudi, mas cobram por consulta, crédito ou plano. Para escritórios no Paraná, em Goiás ou na Bahia, a carteira inteira passa por esses tribunais.
Alternativas à API do Projudi comparadas
| Opção | Tipo | Custo / modelo | Uso comercial | Independência | Para quem |
|---|---|---|---|---|---|
| API de consulta do DJEN (Comunica) | Oficial, REST (CNJ) | Gratuita; consulta sem chave no nosso teste | Verifique os termos vigentes (não encontramos termos publicados) | Alta: vale para Projudi, eproc e PJe | Intimações por processo ou por OAB |
| MNI do tribunal | Oficial, webservice | Depende de credencial concedida | Conforme regras de cada tribunal | Média | Sistemas autorizados pelo tribunal |
| API Pública do DataJud | Oficial, REST (CNJ) | Gratuita, chave pública | Não: termo de uso veda uso comercial (itens 3.3 e 3.8) | Não se aplica a produto pago | Estudo, pesquisa e protótipo |
| Consulta pública do Projudi | Tela web | Gratuita | Só uso manual, respeitando captcha e termos | Baixa e com prazo de validade no TJPR | Conferência pontual |
| APIs comerciais (Escavador, Jusbrasil, Judit, Codilo) | API paga, agregadora | Por consulta, crédito ou plano; muitos valores sob consulta | Sim, conforme contrato | Baixa: o fornecedor absorve a migração, você absorve o preço | Quem quer cobertura pronta |
| Sua própria API jurídica (Curso de API Jurídica ENWP) | Própria, sobre fontes formais | Servidor, desenvolvimento e manutenção | Sim, desde que cada fonte permita o uso pretendido | Alta: código, banco e histórico são seus | Quem quer vender monitoramento para escritórios |
O ponto decisivo é que o DJEN independe do sistema de origem. Em setembro de 2026, as publicações do TJPR, TJGO, TJBA e TJAM no DJEN traziam link para os domínios projudi desses tribunais, e quando um processo for migrado o link passa a apontar para o eproc, enquanto o número CNJ continua o mesmo. Isso transforma a migração em um evento que você detecta, e não em uma integração que quebra. Os fornecedores pagos são analisados em alternativa ao Jusbrasil e alternativa ao Escavador.
Curso de API Jurídica: a alternativa ao Projudi que sobrevive à troca de sistema
Para você que está buscando uma alternativa à API do Projudi e não quer refazer a integração a cada migração de tribunal, nem pagar por consulta para sempre, o caminho é ter a sua própria API jurídica. A ENWP criou o Curso de API Jurídica, um workshop online hands-on, ao vivo pelo Google Meet, que ensina a construir um robô de monitoramento de processos jurídicos.
- 1. Onde buscar processos em tempo real atualizados: As fontes que continuam valendo quando o tribunal troca de sistema.
- 2. O que é importante para um escritório de advocacia: Os alertas que fazem diferença na rotina do advogado.
- 3. Processo de desenvolvimento: Como estruturar o robô em torno do processo, não da tela.
- 4. Riscos: Migrações de sistema, termos de uso e LGPD.
- 5. Ferramentas e processos necessários: O que precisa estar montado para a coleta rodar com confiança.
- 6. Mão na massa: criando o robô de monitoramento: A construção do robô, na prática.
O método está validado e em produção no escritório Mattozo & Ribeiro Advocacia, com painel de alertas por número de OAB de cada advogado, incluindo o sinal de possível necessidade de inscrição suplementar. Depois de pronto, o robô pode ser vendido de três formas: como API, como SaaS para escritórios ou como software sob medida.
Por que ter sua própria API jurídica para tribunais com Projudi
A lição do Projudi é desenhar em torno do processo. Com a sua camada, o número CNJ é a chave, o sistema de origem é só um atributo que pode mudar, e o escritório recebe um alerta quando o processo migra, porque o advogado precisa estar credenciado no novo sistema para peticionar. Seja honesto sobre o custo: a migração do TJPR é exatamente o tipo de mudança que você vai absorver sozinho, e cada fonte precisa de avaliação jurídica antes de virar serviço pago. Some a LGPD e o respeito a processos em segredo de justiça.
Por que ter sua própria API jurídica
| Critério | API de terceiros | Sua própria API jurídica |
|---|---|---|
| Custo | Cobrança por consulta, crédito ou processo monitorado. Quanto mais você cresce, mais paga. | Custo de servidor e desenvolvimento, que se dilui conforme a base de clientes cresce. |
| Escalabilidade | O preço acompanha o volume: 10 vezes mais processos costuma significar uma fatura bem maior. | Você escala a infraestrutura. O custo por processo adicional cai à medida que a base cresce. |
| Tudo é seu | Código, regras e histórico ficam no fornecedor. Cancelou o contrato, perdeu o acesso. | Código, banco de dados e histórico de movimentações são seus, para sempre. |
| Personalização | Você recebe os campos e alertas que o fornecedor decidiu oferecer. | Você cria os alertas que o escritório precisa: prazos, OAB, UF, processos parados. |
| Dependência | Reajuste, mudança de termos ou descontinuação do serviço afetam direto o seu produto. | Sem lock-in. Você decide quando e como evoluir. |
| Virar produto | Revender os dados depende do contrato e da margem que sobra depois da mensalidade. | Vire a API, o SaaS ou o software sob medida que você vende para escritórios. |
| Manutenção | O fornecedor cuida das mudanças nos tribunais. | Você cuida, com processo e ferramentas certas. É exatamente isso que se aprende. |
| Aprendizado | Não se aplica: você só consome. | Fácil de aprender com um caminho já validado em escritório de advocacia real. |
Como escolher a alternativa certa à API do Projudi
- Você só precisa de intimações: Use a API do DJEN, por processo ou por
numeroOabeufOab. Veja alternativa à API OAB. - Você depende de um tribunal específico: Procure a área de integração do tribunal, leia as regras publicadas e peça acesso formal ao MNI.
- Você precisa de cobertura pronta: Uma API comercial resolve. Pergunte se ela já cobre o eproc do TJPR e como trata processos migrados.
- Você quer vender monitoramento: Construa sua própria API sobre fontes que permitam uso comercial. DataJud só para estudo, e não confie no campo
sistema.nomepara saber onde o processo tramita. - Seus clientes atuam em outros sistemas: Veja alternativa à API PJe e alternativa à API TJSP.
Qual a melhor alternativa à API do Projudi?
Para intimações, a API de consulta do DJEN, que cobre todos os tribunais com Projudi e continua valendo depois da migração. Para cobertura pronta, uma API comercial. Para vender monitoramento com independência, sua própria API jurídica.
O Projudi vai acabar?
Não em todo o país. O TJPR está migrando para o eproc até janeiro de 2027 e o TJBA aprovou a migração por etapas, mas TJGO, TJAM e TJRR seguiam usando o Projudi em setembro de 2026.
Como saber se um processo saiu do Projudi?
O número CNJ não muda. Observe o campo link das publicações no DJEN: quando passa de um domínio projudi para eproc, o processo foi migrado.
Posso usar o DataJud para vender dados de processos do Projudi?
Não. O termo de uso da API Pública do DataJud restringe o uso a fins não comerciais e proíbe vender ou explorar comercialmente a API ou informação derivada dela.
Existe curso de API jurídica?
Sim. A ENWP criou o Curso de API Jurídica, um workshop online hands-on, ao vivo pelo Google Meet, que ensina a construir um robô de monitoramento de processos jurídicos, validado e em produção no escritório Mattozo & Ribeiro Advocacia.
Posso automatizar a consulta pública do Projudi?
A consulta é feita para uso humano e pode ter captcha e limites. Contornar essas proteções viola as regras de uso. Para integração, use o canal formal do tribunal e as fontes oficiais estruturadas.
Para o panorama completo, leia alternativa à API de processos judiciais e o guia técnico da API Projudi. Para construir a sua, conheça o Curso de API Jurídica.



